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Teoria dos Constrangimentos

A Teoria dos Constrangimentos (Theory of Constraints, TOC) foi desenvolvida por Eliyahu Goldratt, que a divulgou em The Goal (1984). Parte de uma ideia simples: em qualquer sistema há sempre um elemento que limita o desempenho do conjunto, e melhorar qualquer outro elemento não melhora o resultado global.

A ideia central

O desempenho de um sistema é determinado pelo seu constrangimento. Por isso, o esforço de melhoria deve concentrar-se aí. Melhorar o que não é o constrangimento não aumenta a capacidade do sistema.

Os cinco passos

  1. Identificar os constrangimentos do sistema.
  2. Explorar o constrangimento: fazer com que os seus resultados sejam eficientes, através da alteração de processos, procedimentos de manutenção, formação, políticas, etc., sem investir ainda em capacidade nova.
  3. Subordinar o resultado de todos os outros centros de trabalho ao constrangimento, para que ele nunca fique parado à espera.
  4. Elevar o constrangimento: investir neste centro de trabalho para aumentar a sua capacidade (equipamentos, pessoas, etc.).
  5. Inércia: recomeçar o processo para determinar o novo constrangimento, sem deixar que as regras criadas para o anterior passem a ser um obstáculo.

Um exemplo simples

Numa pizzaria onde o estrangulamento esteja na capacidade de espalhar o queijo e os outros ingredientes na pizza, a capacidade de melhorar a velocidade de cortar pizzas é pouco relevante. Quando se identifica e melhora um constrangimento, vai-se deparar com outro noutro lado: uma melhoria de 50% num ponto do processo pode resultar numa melhoria global mínima, se o constrangimento seguinte estiver muito próximo.

Em gestão de projetos

A TOC era usada há bastante tempo em ambiente fabril, e a sua aplicação à gestão de projetos é mais recente. Foi levada para os projetos pelo próprio Goldratt, em Critical Chain (1997), que deu origem ao método Critical Chain.

PassoExemplo num projeto
IdentificarO recurso mais sobrecarregado (por exemplo, o único especialista necessário em várias tarefas críticas)
ExplorarGarantir que esse recurso só trabalha em tarefas do caminho crítico e não é interrompido
SubordinarPreparar as entradas das outras equipas para chegarem antes de ele precisar delas (buffers de alimentação)
ElevarContratar, formar ou subcontratar para aumentar a capacidade desse recurso
InérciaVoltar a procurar o novo constrangimento e rever as regras entretanto criadas

Ver também

Referências

  • Goldratt, E. M. e Cox, J., The Goal (1984).
  • Goldratt, E. M., Critical Chain (North River Press, 1997).

Atualizado em: 03/10/2026