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Visão Tradicional

A gestão tradicional assenta em algumas ideias que parecem de bom senso. A Teoria dos Constrangimentos (TOC) põe várias delas em causa, sobretudo quando o objetivo é o desempenho global do sistema e não o de cada parte. Esta página compara as duas leituras.

Visão tradicionalLeitura da Teoria dos Constrangimentos
Ter trabalho em carteira é bom.Trabalho em excesso a decorrer ao mesmo tempo aumenta os tempos de espera e de execução, e atrasa as entregas.
Os recursos parados são um desperdício.Os recursos que não são o constrangimento têm capacidade a mais. Mantê-los sempre ocupados só cria trabalho acumulado.
Lotes grandes minimizam custos.Lotes grandes aumentam o tempo de espera e o trabalho em curso. Lotes pequenos aceleram o fluxo.
Produtos com margens elevadas significam lucros mais elevados.O que conta é o ganho gerado por cada hora do recurso que limita o sistema, e não só a margem do produto.
A fábrica mais produtiva é uma fábrica balanceada.Uma fábrica perfeitamente balanceada não tem folga para absorver variações. O constrangimento deve ser protegido e os restantes recursos devem ter capacidade excedente.
Para reduzir o tempo de ciclo é preciso aumentar a capacidade.Muitas vezes basta reduzir o trabalho em curso e proteger o constrangimento.
O desempenho global é a soma de todos os desempenhos locais.Otimizar cada parte isoladamente não otimiza o conjunto. O desempenho global é limitado pelo constrangimento.

E nos projetos?

As mesmas ideias aplicam-se em projetos: manter todas as pessoas sempre ocupadas e várias tarefas abertas em simultâneo costuma atrasar o projeto. Ver Efeitos do Excesso de Tempo e Critical Chain.

Referências

  • Goldratt, E. M. e Cox, J., The Goal (1984).

Atualizado em: 03/10/2026